Desde a publicação de Emenda Constitucional nº 45, em 30/12/2004, que acrescentou a alínea “i” do artigo 105, I, da Constituição da República, retirando a competência do STF, o Superior Tribunal de Justiça é órgão originariamente competente para homologação de sentença estrangeira e concessão de exequibilidade das cartas rogatórias, devendo, ambas, passarem pelo crivo do judiciário, cumprindo as exigências da Lei de Introdução ao Código Civil e demais normas constitucionais, principalmente no que diz respeito à não violação da soberania nacional, aos bons costumes e à ordem pública, conforme descrito no artigo 17, da LICC.
Neste aspecto, para regulamentar provisoriamente os procedimentos de homologação e execução de sentença estrangeira, o STJ publicou a Resolução nº 09/2005, cuja síntese estabelece a obrigatoriedade da petição inicial ser instruída com cópia autenticada pelo Cônsul brasileiro da sentença proferida no estrangeiro e sua respectiva tradução juramentada (arts. 3º e 5ª, IV).
Interessante analisar que o devido processo legal utilizado no Brasil deverá ser cumprido pela autoridade estrangeira, principalmente no que diz respeito à impossibilidade dos efeitos da revelia sem a devida citação, a qual deve ser cabalmente comprovada na referida sentença, com certidão do trânsito em julgado da mesma, independentemente de dispor, o tribunal estrangeiro, de forma diversa. Este princípio básico encontra guarida no princípio da soberania nacional, pois, em nosso ordenamento pátrio, ninguém pode ser processado sem conhecimento e executado sem o trânsito em julgado da ação, respeitando-se o direito a ampla defesa e ao contraditório (art. 5, LV, CR/88).
Inclusive, há que se esclarecer a obrigatoriedade de citação do requerido no prazo de 15 dias para contestar o pedido de homologação ou impugnar a Carta Rogatória, antes de se proceder à referida homologação, devendo versar apenas sobre autenticidade dos documentos juntados, entendimento da decisão da Corte e a observância dos requisitos impostos na Resolução 009/2005, descabendo litígio sobre o mérito da sentença estrangeira, exceto se houver qualquer nulidade estabelecida na mesma Resolução, tal como a citação válida no processo estrangeiro.
Tomando-se como parâmetro os dispositivos da Resolução 009/2005 já comentados, em recente decisão nº 4.746 do STJ, proveniente do Tribunal Distrital 413 da Comarca de Johnson County, Texas, EUA, R. J. R. D. requereu homologação de sentença de divórcio obtida naquele estado em face de H. S. D., informando na inicial que os requisitos da Resolução 009/2005 foram atendidos.
O requerido contestou o pedido de homologação alegando nulidade de citação na ação estrangeira, o que foi impugnado pela requerente com a juntada de documentos comprobatórios do devido processo legal e do contraditório, inclusive com a referida tradução juramentada e autenticidade proferida pelo Consulado Geral do Brasil em Houston.
O Superior Tribunal de Justiça, tendo conhecimento da citação válida e verificando o preenchimento dos requisitos legais estampados na Resolução 009/2005 deferiu o pedido de homologação da sentença estrangeira e, ainda, condenou o requerido ao pagamento de custas e honorários advocatícios no valor de R$ 1.000,00 (mil reais).
Por unanimidade de votos foi deferido o pedido da homologação e proferido o Acórdão com a seguinte Ementa:
SENTENÇA ESTRANGEIRA. AÇÃO DE DIVÓRCIO. HOMOLOGAÇÃO.
1. Sentença estrangeira que não viola a soberania nacional, os bons costumes e a ordem pública e que preenche as condições legais deve ser homologada.
2. Alegação de ausência de citação não procede quando o citado comparece ao Tribunal estrangeiro, dá ciência que tem conhecimento da ação contra si movida e informa que não apresentará defesa.
3. Sentença estrangeira homologada.
(04/08/2010)
Assim sendo, para que haja o cumprimento de sentença estrangeira, na jurisdição brasileira é necessário passar pelo crivo do Superior Tribunal de Justiça – STJ, que fará análise dos requisitos estabelecidos na Resolução 009/2005 do próprio Tribunal, inclusive verificando a não violação da soberania nacional, dos bons costumes e da garantia da ordem pública.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
O Consenso Universal dos Direitos Humanos
Por Felipe Augusto Karam – Acadêmico de Direito da UniBrasil,
Professor de Língua Inglesa e Literaturas, Pós-graduado em Didática do Ensino Superior.
Para que os direitos humanos possam ser eficazmente observados pelas nações em âmbito global há que se observar as diferenças legislativas e culturais existentes entre os Estados. Neste aspecto, percebe-se uma necessidade de aproximação do entendimento do que seriam e de quais seriam os direitos do homem, lato senso, pois, essa divergência cultural prejudica em demasia a aplicação conceitual de direitos e suas violações. Há, portanto, necessidade de a comunidade global traçar um parâmetro que estabeleça, no mínimo, uma garantia, ou melhor, normas ou conceitos que garantissem a mínima proteção aos direitos humanos.
Inobstante a criação, por órgãos de caráter multinacional, tal como a ONU, de diretrizes que prevejam proteção de direitos, a mesma não tem condão de interferir, o que seria um poder de ingerência, nas normas internas, em razão do princípio da soberania dos Estados. O que se espera, então, é que os Estados se permitam abarcar em seu ordenamento pátrio a conceituação e proteção dos direitos humanos entendido em caráter universal.
Para tanto, faz-se necessária a criação do que chamaríamos de um consenso universal sobre os direitos humanos, com possibilidade de discussões abertas entre os entes internacionais e os Estados para se estabelecer um mínimo essencial de proteção desses direitos.
A única crítica que se poderia tecer, no presente momento, seria sobre a temática da interferência na soberania e na cultura dos povos, pois, o estabelecimento de um padrão universal de proteção de direitos, ditados pelos países economicamente superiores, abrir-se-ia espaço para um conflito mais acentuadamente econômico do que propriamente para defesa de direitos fundamentais de primeira geração, estes entendidos como aqueles inerentes ao homem, tais como o direito à liberdade, à vida, à propriedade, à manifestação, à expressão, restando duvidosa uma determinada ação ou ingerência de um Estado sobre outro economicamente desfavorável.
Entretanto, um consenso universal em que haja participação da minoria ou dos menos favoráveis economicamente poderá trazer um melhor equilíbrio nas escolhas dos direitos a serem protegidos, mormente qual seria o entendimento geral, digo, de todas as nações sobre o que seria ou não incluído no rol dos direitos humanos. Pense-se em relação aos povos não civilizados ou nos que possuem conceitos culturalmente machistas. Seria correto interferir nessa forma de cultura alterando a sua evolução social natural em prol de uma universalização puramente conceitual de proteção a direitos, tendo em vista a sua ineficácia aplicativa diante da tradição? Não se estaria nivelando culturas em prol de um valor político ou econômico acentuado?
Esses questionamentos são necessários para o estabelecimento do que seria um consenso universal dos direitos humanos e, acredito, haveria somente como garantir um mínimo de proteção dos direitos então mencionados.
Sobre Direitos Humanos e ajuda humanitária assista um vídeo que compilei: http://www.youtube.com/watch?v=gmztw6-Gfwc
Professor de Língua Inglesa e Literaturas, Pós-graduado em Didática do Ensino Superior.
Para que os direitos humanos possam ser eficazmente observados pelas nações em âmbito global há que se observar as diferenças legislativas e culturais existentes entre os Estados. Neste aspecto, percebe-se uma necessidade de aproximação do entendimento do que seriam e de quais seriam os direitos do homem, lato senso, pois, essa divergência cultural prejudica em demasia a aplicação conceitual de direitos e suas violações. Há, portanto, necessidade de a comunidade global traçar um parâmetro que estabeleça, no mínimo, uma garantia, ou melhor, normas ou conceitos que garantissem a mínima proteção aos direitos humanos.
Inobstante a criação, por órgãos de caráter multinacional, tal como a ONU, de diretrizes que prevejam proteção de direitos, a mesma não tem condão de interferir, o que seria um poder de ingerência, nas normas internas, em razão do princípio da soberania dos Estados. O que se espera, então, é que os Estados se permitam abarcar em seu ordenamento pátrio a conceituação e proteção dos direitos humanos entendido em caráter universal.
Para tanto, faz-se necessária a criação do que chamaríamos de um consenso universal sobre os direitos humanos, com possibilidade de discussões abertas entre os entes internacionais e os Estados para se estabelecer um mínimo essencial de proteção desses direitos.
A única crítica que se poderia tecer, no presente momento, seria sobre a temática da interferência na soberania e na cultura dos povos, pois, o estabelecimento de um padrão universal de proteção de direitos, ditados pelos países economicamente superiores, abrir-se-ia espaço para um conflito mais acentuadamente econômico do que propriamente para defesa de direitos fundamentais de primeira geração, estes entendidos como aqueles inerentes ao homem, tais como o direito à liberdade, à vida, à propriedade, à manifestação, à expressão, restando duvidosa uma determinada ação ou ingerência de um Estado sobre outro economicamente desfavorável.
Entretanto, um consenso universal em que haja participação da minoria ou dos menos favoráveis economicamente poderá trazer um melhor equilíbrio nas escolhas dos direitos a serem protegidos, mormente qual seria o entendimento geral, digo, de todas as nações sobre o que seria ou não incluído no rol dos direitos humanos. Pense-se em relação aos povos não civilizados ou nos que possuem conceitos culturalmente machistas. Seria correto interferir nessa forma de cultura alterando a sua evolução social natural em prol de uma universalização puramente conceitual de proteção a direitos, tendo em vista a sua ineficácia aplicativa diante da tradição? Não se estaria nivelando culturas em prol de um valor político ou econômico acentuado?
Esses questionamentos são necessários para o estabelecimento do que seria um consenso universal dos direitos humanos e, acredito, haveria somente como garantir um mínimo de proteção dos direitos então mencionados.
Sobre Direitos Humanos e ajuda humanitária assista um vídeo que compilei: http://www.youtube.com/watch?v=gmztw6-Gfwc
sexta-feira, 21 de maio de 2010
A Necessidade do Aprendizado de Línguas Estrangeiras Modernas no Ensino Fundamental
A globalização, enquanto instrumento de concentração na compatibilidade de interesses comerciais entre diversos países é um dos mecanismos propulsores para o desenvolvimento da comunicação que flexibiliza negociações, porquanto não se pode, com eficiência, praticidade e economia tratar e distratar internacionalmente se os idiomas não são compreensíveis entre as partes, pois a comunicação perfeita deve ser o pivô dessas relações, do contrário conduziria certamente em benefício de uma das partes em desfavor da outra.
De fato, há que se estabelecer um idioma que permita aos entes públicos ou privados nas negociações de âmbito internacional traçar objetivos concretos, quer sejam por meio de acordos coletivos ou individuais a fim de satisfazer seus interesses e transpô-los aos cidadãos de seus países.
Pelo princípio da força econômica exercida por países de língua inglesa, mais especificamente os Estados Unidos da América, estabeleceu-se de uma maneira natural a língua inglesa como modelo universal de conversação.
Entretanto, a língua espanhola se fortaleceu na América Latina, mais especialmente no Brasil, único país do continente com língua de origem portuguesa, por meio da implantação do Mercado Comum do Sul - MERCOSUL, com perspectiva da união aduaneira, estabelecendo-se o livre comércio internacional e uma política comercial comum entre os quatro países da América do Sul que aderiram ao Mercado, razão pela qual também se faz importante para nós o conhecimento da língua espanhola.
Pretende-se ponderar, entretanto, a respeito da aplicação prática desses dois idiomas na vida de nossa população, quer seja em se tratando de negociações internacionais, ou por mero preparo profissional, o que se dá inicialmente em nossos bancos escolares.
Neste aspecto, a educação escolar, principalmente o ensino fundamental, o qual abrange as séries finais da preparação educacional básica é o berço preparatório do profissional e deve, assim, primar pelo aprendizado, tanto da língua inglesa quanto da espanhola.
É certo que, atualmente, diante do despreparo de certos profissionais de educação e do desinteresse dos educandos não se tem na escola condições suficientes para garantir a adequada formação linguística e gramatical, devendo, sim, alterar sensivelmente as políticas educacionais no que diz respeito ao ensino das línguas estrangeiras modernas, mais especificamente a língua inglesa e a espanhola.
Ainda, há que se ponderar sobre a co-existência desses dois idiomas de forma coesa e não optativa como até agora se faz, opinião própria comungada por diversos educadores de que ambas as línguas, necessárias cada dia mais na profissionalização, devem ser trabalhadas em sala de aula concomitantemente desde o início da formação educacional curricular.
Portanto, com primazia objetivando a consecução profissional e a permuta de conhecimentos entre os educandos, mister se faz propor uma adaptação no currículo escolar com a comunhão das disciplinas de língua inglesa e espanhola, concomitantemente trabalhadas em sala de aula com o intuído do aluno ser melhor preparado objetivando sua carreira laborativa.
De fato, há que se estabelecer um idioma que permita aos entes públicos ou privados nas negociações de âmbito internacional traçar objetivos concretos, quer sejam por meio de acordos coletivos ou individuais a fim de satisfazer seus interesses e transpô-los aos cidadãos de seus países.
Pelo princípio da força econômica exercida por países de língua inglesa, mais especificamente os Estados Unidos da América, estabeleceu-se de uma maneira natural a língua inglesa como modelo universal de conversação.
Entretanto, a língua espanhola se fortaleceu na América Latina, mais especialmente no Brasil, único país do continente com língua de origem portuguesa, por meio da implantação do Mercado Comum do Sul - MERCOSUL, com perspectiva da união aduaneira, estabelecendo-se o livre comércio internacional e uma política comercial comum entre os quatro países da América do Sul que aderiram ao Mercado, razão pela qual também se faz importante para nós o conhecimento da língua espanhola.
Pretende-se ponderar, entretanto, a respeito da aplicação prática desses dois idiomas na vida de nossa população, quer seja em se tratando de negociações internacionais, ou por mero preparo profissional, o que se dá inicialmente em nossos bancos escolares.
Neste aspecto, a educação escolar, principalmente o ensino fundamental, o qual abrange as séries finais da preparação educacional básica é o berço preparatório do profissional e deve, assim, primar pelo aprendizado, tanto da língua inglesa quanto da espanhola.
É certo que, atualmente, diante do despreparo de certos profissionais de educação e do desinteresse dos educandos não se tem na escola condições suficientes para garantir a adequada formação linguística e gramatical, devendo, sim, alterar sensivelmente as políticas educacionais no que diz respeito ao ensino das línguas estrangeiras modernas, mais especificamente a língua inglesa e a espanhola.
Ainda, há que se ponderar sobre a co-existência desses dois idiomas de forma coesa e não optativa como até agora se faz, opinião própria comungada por diversos educadores de que ambas as línguas, necessárias cada dia mais na profissionalização, devem ser trabalhadas em sala de aula concomitantemente desde o início da formação educacional curricular.
Portanto, com primazia objetivando a consecução profissional e a permuta de conhecimentos entre os educandos, mister se faz propor uma adaptação no currículo escolar com a comunhão das disciplinas de língua inglesa e espanhola, concomitantemente trabalhadas em sala de aula com o intuído do aluno ser melhor preparado objetivando sua carreira laborativa.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Maçonaria e a Religião
“ Pensamentos de um mórmon sobre a Maçonaria.” (por um amigo especial)
Para muitos pode parecer estranho que alguém como eu escreva ou tenha opinião ou ainda possa emitir algum parecer sobre um assunto tão abrangente,complexo e misterioso como a maçonaria e seu papel ou influencia no mundo atual e em nossa sociedade.
Faço isso com o objetivo simples e puro de ajudar a algumas pessoas e também para esclarecer a outros que sem conhecimento de causa tem procurado atacar a maçonaria, seus membros e os nobres objetivos que tem mantido e preservado esta instituição ao longo de seus muitos séculos de existência .
Muitos tabus tem acompanhado a Ordem Maçônica através dos anos, sendo que são muitos, portanto, vou me ater a falar sobre aqueles que julgo os mais repetidos e em voga nas conversas da sociedade e entre os mais variados grupos de ordem social,cultural,histórica e religiosa.
1º) a Maçonaria não é uma religião ou uma seita religiosa;
Muitos grupos sectários e até mesmo alguns líderes Religiosos em sua esferas regionais, nacionais e internacionais tem tentado transformá-la em uma religião, mas afirmo que ela não é religião, apenas respeita todas as religiões, tem valores morais e éticos comuns a todas as religiões, mas não é religião e um de seus objetivos, entre outros é ajudar a todo homem seja ele judeu, cristão, muçulmano, protestante ou quem quer que seja a melhor viver a sua religião em seu lar, na família e em sociedade.
2°)a Maçonaria não é uma inimiga dos Governos;
Ao longo dos séculos a maçonaria sempre combateu a tirania em todas as suas formas, sempre foi contra a escravidão seja ela mental, física, intelectual, política ou religiosa, mas sempre apoiou e apóia os governos justos que estão mais preocupados com o bem-estar da nação do que com o bem estar dos governantes.
Isso não significa dizer que se um governo vai mal é por causa de alguma falta de ação da maçonaria ou dos maçons, mas simplesmente que governos e instituições são feitos de pessoas e pessoas cometem erros e a maçonaria como instituição propõe o uso do livre-arbítrio por todos os homens e no exercício desse dom acontecem os erros!
3°) a Maçonaria não é satânica;
Ao contrário do que muitos religiosos pensam e até mesmo pregam a maçonaria não presta cultos a qualquer entidade do mal ou a Satanás como diz a Bíblia sagrada, isto é tão verdade que em qualquer templo maçônico que se entrar aqui no Brasil ou em qualquer parte do mundo se verá uma Bíblia ou Livro Sagrado daquele país colocada em cima do altar no qual todos os maçons assumem seus compromissos para com a instituição e sua pátria.
Creio que esta talvez seja a parte mais difícil para os líderes religiosos em sua grande maioria aceitarem, que a maçonaria não tem intenção de enfraquecer sua fé, nem de tomar o lugar da religião a qual o maçom pertence, tanto é que é ensinado aos maçons que se o maçom tiver compromissos com a família e o trabalho e sua religião ele deve atender primeiro esses três e logo após dedicará seu tempo, talentos e dons á Instituição maçônica. Eu mesmo, num certo tempo e ocasião fui compelido por um irmão de fé que era meu líder religioso na época a escolher entre a minha religião e a maçonaria, baseando-se este meu irmão na idéia de que a maçonaria era incompatível com minha religião e de que eu precisava escolher uma das duas para continuar minha vida. Ao apresentar o caso a meus irmãos na loja maçônica fui prontamente incentivado a me dedicar exclusivamente a minha religião se necessário fosse, sem ter sofrido nenhum tipo de represália por parte de meus irmãos maçons. Quero registrar aqui que esta atitude de tolerância e amor fraterno por parte de meus irmãos maçons só me fizeram ver com mais clareza que a maçonaria não é contrária a nenhuma religião e, sim, procura ter relações de amizade e respeito com todos os homens e todas as instituições.
Gostaria também de acrescentar aqui que minha religião, segundo meus estudos e pesquisas e também através de conversas com líderes eclesiásticos de reputação ilibada e tempo de freqüência à Igreja, não é contrária a maçonaria, não emitiu nem publicou, até onde sei, nenhum pronunciamento de reprovação contra maçonaria e seus ideais ou à permanência de seus membros na maçonaria, muito embora ela não incentive os membros a fazê-lo, até porque o propósito da Igreja é proclamar as boas novas ao mundo todo e falar de Cristo para todas as pessoas, não sobrando tempo a ela para se envolver em assuntos ou querelas humanas que não fazem bem a ninguém somente espalham o espírito de divisão entre os irmãos de fé.
Devo mencionar aqui sem nenhum constrangimento que sou membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ou como é popularmente conhecida a “Igreja Mórmon”, sendo este último apenas o apelido pelo qual ela é conhecida.
A título de informação existem maçons em todas as religiões, até mesmo naquelas que combatem a maçonaria com mais freqüência e ardor, mas meu objetivo aqui não é causar polêmica ou dúvida na mente de quem quer que seja, somente peço cautela aos irmãos de fé de qual religião seja, pois muitas religiões protestantes e evangélicas do Brasil em suas fundações tiveram a participação direta ou indireta da maçonaria e seus membros, apenas para citar as mais comuns Presbiterianos, metodistas e Brasil para Cristo. Estas que citei somente citei por suas historias serem de domínio público e a religião que professo também possui sua parcela histórica. Como dizem as escrituras “quem tem ouvidos para ouvir ouça”.
Finalizo minha explanação com as palavras do pastor protestante e maçom Martin Luther King em seu clássico discurso antes de sua morte;
“Sonho com um dia em que os homens levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos“.
Acredito firmemente que todos os maçons espalhados pelo Universo no momento em que lerem estas palavras irão confirmar meus pensamentos alicerçados nas colunas da sabedoria, da força e da beleza em um apelo a todos os homens para que exerçam a tolerância e para que haja a comunhão de ideais entre todos os povos e todas as religiões, pois não somos todos filhos do mesmo Pai e criados com o mesmo fim?
Oxalá venha em tempo oportuno o dia em que os homens, não importando a religião a que pertençam, pratiquem a virtude do respeito às idéias e crenças de todos os povos, pois com certeza esse será o princípio de um mundo mais humano, fraterno e belo.
Despeço-me de todos com a esperança de que esta mensagem tenha despertado em muitos, senão em todos, o desejo de conhecer as pessoas e as coisas, antes de emitir um julgamento ou opinião sobre esta ou aquela Instituição, pois, afinal, como dizem os Operadores do Direito “sempre há dois lados de uma mesma situação”.
Um grande abraço a todos com votos de saúde, força e união.
E. L. B. M.´. M.´.
Loja M.’. R.’. E.’.sob.´. os ausp.´. do G.´.A.´.D.´.U.´. 2010 E.´.V.´.
Para muitos pode parecer estranho que alguém como eu escreva ou tenha opinião ou ainda possa emitir algum parecer sobre um assunto tão abrangente,complexo e misterioso como a maçonaria e seu papel ou influencia no mundo atual e em nossa sociedade.
Faço isso com o objetivo simples e puro de ajudar a algumas pessoas e também para esclarecer a outros que sem conhecimento de causa tem procurado atacar a maçonaria, seus membros e os nobres objetivos que tem mantido e preservado esta instituição ao longo de seus muitos séculos de existência .
Muitos tabus tem acompanhado a Ordem Maçônica através dos anos, sendo que são muitos, portanto, vou me ater a falar sobre aqueles que julgo os mais repetidos e em voga nas conversas da sociedade e entre os mais variados grupos de ordem social,cultural,histórica e religiosa.
1º) a Maçonaria não é uma religião ou uma seita religiosa;
Muitos grupos sectários e até mesmo alguns líderes Religiosos em sua esferas regionais, nacionais e internacionais tem tentado transformá-la em uma religião, mas afirmo que ela não é religião, apenas respeita todas as religiões, tem valores morais e éticos comuns a todas as religiões, mas não é religião e um de seus objetivos, entre outros é ajudar a todo homem seja ele judeu, cristão, muçulmano, protestante ou quem quer que seja a melhor viver a sua religião em seu lar, na família e em sociedade.
2°)a Maçonaria não é uma inimiga dos Governos;
Ao longo dos séculos a maçonaria sempre combateu a tirania em todas as suas formas, sempre foi contra a escravidão seja ela mental, física, intelectual, política ou religiosa, mas sempre apoiou e apóia os governos justos que estão mais preocupados com o bem-estar da nação do que com o bem estar dos governantes.
Isso não significa dizer que se um governo vai mal é por causa de alguma falta de ação da maçonaria ou dos maçons, mas simplesmente que governos e instituições são feitos de pessoas e pessoas cometem erros e a maçonaria como instituição propõe o uso do livre-arbítrio por todos os homens e no exercício desse dom acontecem os erros!
3°) a Maçonaria não é satânica;
Ao contrário do que muitos religiosos pensam e até mesmo pregam a maçonaria não presta cultos a qualquer entidade do mal ou a Satanás como diz a Bíblia sagrada, isto é tão verdade que em qualquer templo maçônico que se entrar aqui no Brasil ou em qualquer parte do mundo se verá uma Bíblia ou Livro Sagrado daquele país colocada em cima do altar no qual todos os maçons assumem seus compromissos para com a instituição e sua pátria.
Creio que esta talvez seja a parte mais difícil para os líderes religiosos em sua grande maioria aceitarem, que a maçonaria não tem intenção de enfraquecer sua fé, nem de tomar o lugar da religião a qual o maçom pertence, tanto é que é ensinado aos maçons que se o maçom tiver compromissos com a família e o trabalho e sua religião ele deve atender primeiro esses três e logo após dedicará seu tempo, talentos e dons á Instituição maçônica. Eu mesmo, num certo tempo e ocasião fui compelido por um irmão de fé que era meu líder religioso na época a escolher entre a minha religião e a maçonaria, baseando-se este meu irmão na idéia de que a maçonaria era incompatível com minha religião e de que eu precisava escolher uma das duas para continuar minha vida. Ao apresentar o caso a meus irmãos na loja maçônica fui prontamente incentivado a me dedicar exclusivamente a minha religião se necessário fosse, sem ter sofrido nenhum tipo de represália por parte de meus irmãos maçons. Quero registrar aqui que esta atitude de tolerância e amor fraterno por parte de meus irmãos maçons só me fizeram ver com mais clareza que a maçonaria não é contrária a nenhuma religião e, sim, procura ter relações de amizade e respeito com todos os homens e todas as instituições.
Gostaria também de acrescentar aqui que minha religião, segundo meus estudos e pesquisas e também através de conversas com líderes eclesiásticos de reputação ilibada e tempo de freqüência à Igreja, não é contrária a maçonaria, não emitiu nem publicou, até onde sei, nenhum pronunciamento de reprovação contra maçonaria e seus ideais ou à permanência de seus membros na maçonaria, muito embora ela não incentive os membros a fazê-lo, até porque o propósito da Igreja é proclamar as boas novas ao mundo todo e falar de Cristo para todas as pessoas, não sobrando tempo a ela para se envolver em assuntos ou querelas humanas que não fazem bem a ninguém somente espalham o espírito de divisão entre os irmãos de fé.
Devo mencionar aqui sem nenhum constrangimento que sou membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ou como é popularmente conhecida a “Igreja Mórmon”, sendo este último apenas o apelido pelo qual ela é conhecida.
A título de informação existem maçons em todas as religiões, até mesmo naquelas que combatem a maçonaria com mais freqüência e ardor, mas meu objetivo aqui não é causar polêmica ou dúvida na mente de quem quer que seja, somente peço cautela aos irmãos de fé de qual religião seja, pois muitas religiões protestantes e evangélicas do Brasil em suas fundações tiveram a participação direta ou indireta da maçonaria e seus membros, apenas para citar as mais comuns Presbiterianos, metodistas e Brasil para Cristo. Estas que citei somente citei por suas historias serem de domínio público e a religião que professo também possui sua parcela histórica. Como dizem as escrituras “quem tem ouvidos para ouvir ouça”.
Finalizo minha explanação com as palavras do pastor protestante e maçom Martin Luther King em seu clássico discurso antes de sua morte;
“Sonho com um dia em que os homens levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos“.
Acredito firmemente que todos os maçons espalhados pelo Universo no momento em que lerem estas palavras irão confirmar meus pensamentos alicerçados nas colunas da sabedoria, da força e da beleza em um apelo a todos os homens para que exerçam a tolerância e para que haja a comunhão de ideais entre todos os povos e todas as religiões, pois não somos todos filhos do mesmo Pai e criados com o mesmo fim?
Oxalá venha em tempo oportuno o dia em que os homens, não importando a religião a que pertençam, pratiquem a virtude do respeito às idéias e crenças de todos os povos, pois com certeza esse será o princípio de um mundo mais humano, fraterno e belo.
Despeço-me de todos com a esperança de que esta mensagem tenha despertado em muitos, senão em todos, o desejo de conhecer as pessoas e as coisas, antes de emitir um julgamento ou opinião sobre esta ou aquela Instituição, pois, afinal, como dizem os Operadores do Direito “sempre há dois lados de uma mesma situação”.
Um grande abraço a todos com votos de saúde, força e união.
E. L. B. M.´. M.´.
Loja M.’. R.’. E.’.sob.´. os ausp.´. do G.´.A.´.D.´.U.´. 2010 E.´.V.´.
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